segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

ANALISANDO UM PCNEM



ANALISANDO UM PCNEM (Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio)

 LÍNGUA ESTRANGEIRA


Assim como os PCN´s para o ensino fundamental estão disponíveis na página de internet do MEC, para o Ensino Médio não é diferente. O documento tem data de 2006, e a parte que nos interessa, que o ensino de Língua Estrangeira esta dentro da subdivisão Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. 

Já no texto de abertura é possível identificar qual é a principal preocupação do referido documento quando este diz “a política curricular deve ser entendida como expressão de uma política cultural, na medida em que seleciona conteúdos e práticas de uma dada cultura para serem trabalhados no interior da instituição escolar.”

No capítulo destinado ao Conhecimento de Língua Estrangeira, trás os seguintes objetivos:
“- Retomar a reflexão sobre a função educacional do ensino de Línguas Estrangeiras no ensino médio e ressaltar a importância dessas;
- Reafirmar a relevância da noção de cidadania e discutir a prática dessa noção no ensino de Línguas Estrangeiras;  
- Discutir o problema da exclusão no ensino em face de valores “globalizantes” e o sentimento de inclusão frequentemente aliado ao conhecimento de Línguas Estrangeiras;
- Introduzir as teorias sobre a linguagem e as novas tecnologias (letramentos, multiletramentos, multimodalidade, hipertexto) e dar sugestões sobre a prática do ensino de Línguas Estrangeiras por meio dessas.” 

Salienta-se ainda que os alunos da educação básica ainda desconhecem a importância de se estudar uma segunda língua, o faz com que os objetivos acima citados percam seu prestígio e que a falta de clareza dos mesmos perante aos alunos, leva o ensino de L.E a se concentrar apenas em uma atividade instrumental, onde o professor muitas vezes despreparado “concentra mais esforços na disciplina/conteúdo que propõe ensinar (no caso, um idioma, como se esse pudesse ser aprendido isoladamente de seus valores sociais, culturais, políticos e ideológicos) do que nos aprendizes e na formação desses.”

Assim como o PCN para o ensino fundamental, o PCN para o ensino médio também defende que estimulando a leitura em qualquer língua, despertará no aluno um desejo de ler mais em sua língua materna, o que fará com que seu senso crítico, sua capacidade de compreensão e interpretação seja maior, como mostra a imagem presente no texto Orientações pedagógicas: desenvolvimento da comunicação oral, da leitura e da prática escrita (segundo as teorias sobre letramento).

Imagem disponível na pag. 111 do PCNEM 2006
 Enfim, a proposta é de “desenvolver a leitura, a comunicação oral e a escrita como práticas culturais contextualizadas.” Tudo isso de forma proporcional levando-se em conta cada região e as diferenças culturais e locais para atender as reais necessidades de cada grupo.

Ainda reitera que “que todas essas habilidades comunicativas sejam trabalhadas ao longo dos três anos do ensino médio” sem deixar que “os trabalhos de leitura tenha continuidade (...)” e sendo o terceiro ano uma etapa final acredita-se que a intensificação desenvolvimento de leitura possa ajudar os alunos na preparação para o vestibular sem “desconsiderar o caráter da leitura como prática cultural e crítica de linguagem, um componente essencial para a construção da cidadania e para a formação dos educandos.”


Referência: Orientações Curriculares para o Ensino Médio. Disponível em:< http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_volume_01_internet.pdf> Acesso em 08 dez 2012.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Analisando o Questionário

                           

                              Analisando o Questinário

O questionário aplicado a turma do EIXO 6 B (correspondente ao ensino médio) possuía 30 questões de múltipla escolha e uma única objetiva, que variava entre as mais diversas perguntas, afim de se traçar um perfil socioeconomico-cultural daqueles alunos.

Para que não houvesse qualquer tipo de constrangimento e por não ser nosso foco identificar  caso-a-caso, solicitamos que não se identificassem.

Segue em forma de gráficos os resultados alcançados:


 








Na questão aberta, foi perguntado o como eles, os alunos do EJA, acham que as aulas de Língua Inglesa seriam ideais, substituindo por completa falta de tempo hábil, a entrevista oral. As respostas foram as mais diversas, acompanhe:
As respostas foram transcritas tal qual foram escritas nos questionários.

“tendo mais aulas de inglês etc..” “Está bom precisa usar um pouco de material multimídia, para melhorar mais.”
“Acho que fauta mais um pouco de multimidia pos agente tem pouca multimidia por isso e pouco rotineiro as aulas de ingles OBS E muito boa aula mais fauta isso para melhora.”
“seria perfeita se fosse mas divertida por que eu acho muito parada e da um pouco de tédio.”
“eu acho emteresante”
“sair um pouco da rotina e sempre bom.”
“se ela falase mais eu gosto mais não entendo Explicase mais.”
“Se o professor primeiro escrevese para depois esplicar para que não entende fica difícil ouvir a esplicação ao mesmo tempo”
“Sim. Porque nós saberia as coisas importante para a gente aprende melhor as coisas. E e muito interessante pra nós.”
“Na minha opinião as aulas são muito boas”
“acho que devemos ter mais aulas de inglês e mais pratica na sala de aula”
“se tivese mais aula durante a semana.”
“poderia melhorar mais o conteudo”

Encerrado aqui mais um ciclo de observações, as postagens que vierem a seguir desta, serão de considerações finais de ciclo.

Érica Rabelo.

O PCN de Língua Estrangeira para o Ensino Fundamental


O PCN de Língua Estrangeira para o Ensino Fundamental


Os Parâmetros Curriculares Nacionais estabelecidos pelo MEC (Ministério da Educação) estão disponíveis na página de internet do órgão citado com data de 1998 e é divido por etapas e por disciplinas. Como nosso foco é a Língua Estrangeira, a análise será feita somente desta disciplina.

Já de início, o documento salienta que o ensino de Língua Estrangeira seja fundamentado pela função social e do conhecimento prévio do idioma na sociedade brasileira.

Os parâmetros de Língua Estrangeira se baseiam na visão sociointeracional da linguagem e aprendizagem, onde o “aprendiz utiliza conhecimentos sistêmicos, de mundo e sobre a organização textual, além de ter de aprender como usá-los na construção social do significado via Língua Estrangeira”. Tomar consciência destes usos é o que diferenciará este indivíduo perante a sociedade, posto que, sua capacidade crítica, sua linguagem, seus valores sociais e políticos serão mais desenvolvidos juntamente com sua desenvoltura para adquirir qualquer outra língua que seja.

Em suma, os temas centrais a que se propõe este PCN estão todos baseados na cidadania, na consciência crítica em relação à linguagem e nos aspectos sociopolíticos da aprendizagem de Língua Estrangeira e de que forma podemos fazer uso da aprendizagem de línguas para se compreender, na escola, as várias maneiras de se viver a experiência humana.

O PCN deixa claro, nas suas considerações preliminares, que “a aprendizagem de uma língua estrangeira, juntamente com a língua materna, é um direito de todo cidadão, conforme expresso na Lei de Diretrizes e Bases e na Declaração Universal dos Direitos Linguísticos, publicada pelo Centro Internacional Escarré para Minorias Étnicas e Nações (Ciemen) e pelo PEN-Club Internacional. Sendo assim, a escola não pode mais se omitir em relação a essa aprendizagem.”

É perceptível que a todo momento é citado a interação social como meio de aprendizagem. Vê-se com isso que, a preocupação em criar estratégias que integrem os alunos a todos os tipos de situações, com conhecimento de si próprio e de mundo, e que sejam críticos trazendo valores culturais e sociais que possam agregar a organização política da sociedade.

Deve-se salientar que as condições oferecidas nas salas de aula de escolas públicas brasileiras não contemplam as quatro habilidades do ensino de L.E. Vemos “carga horária reduzida, classes superlotadas, pouco domínio das habilidades orais por parte da maioria dos professores, material didático reduzido a giz e livro didático etc” isso faz com que, de acordo com o MEC, o ensino da leitura seja justificado, já que este é o mais “realizável” dentro das condições que são oferecidas para o ensino e que o “foco em leitura não exclui a possibilidade de haver espaços no programa para possibilitar a exposição do aluno à compreensão e memorização de letras de música, de certas frases feitas”.

Duas questões teóricas são fundamentais para viabilizar o ensino/aprendizagem de L.E.:
“- uma determinada visão da linguagem, isto é, sua natureza sociointeracional;

- o processo de aprendizagem entendido como sociointeracional.”

È baseado nestes pilares que o MEC fundamenta o PCN de Língua Estrangeira, afim de criar cidadãos críticos REM relação a linguagem e a aspectos sociopolíticos da aprendizagem de uma segunda língua.

“Portanto, ao ensinar uma língua estrangeira, é essencial uma compreensão teórica do que é a linguagem, tanto do ponto de vista dos conhecimentos necessários para usá-la quanto em relação ao uso que fazem desses conhecimentos para construir significados no mundo social.”


Referência: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA. PCN Língua Estrangeira: Terceiro e quarto ciclo do ensino fundamental. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?Itemid=859&catid=195%3Aseb-educacao basica&id=12657%3Aparametros-curriculares-nacionais-5o-a-8º series&option=com_content&view=article>.  Acesso em 25 nov 2012.


 








Aula Prática - 4º Momento - Observação

Aula Prática 28/11/2012     4º momento 


Aula Prática Estágio em Docência: Prática de Ensino em Língua Inglesa I – Prof. Gina Imbroisi Teixeira
 Enfim, hoje será observado de fato uma aula de Língua Inglesa para alunos do EJA (Educação de Jovens e Adultos). 

O primeiro horário compreendido entre 19:00 às 19:40 hs não houve aula, a professora só chegou a escola as 20:00 hs. Fomos informadas posteriormente pela mesma, que a escola está passando por um reestruturação dos horários pelo inicio do semestre letivo nos cursos profissionalizantes, e que  alguns professores lecionam tanto para o EJA, quanto para o Profissionalizante. 

Ao chegar, a professora regente Célia Regina se reuniu com as estagiárias observadoras e gentilmente nos disponibilizou seu material das aulas do dia, informou que usa material diversificado, já que a modalidade de EIXOS a qual é dividida o ensino acelerado, não possui livro didático e ela se baseia principalmente no livro English for All (de Eliana Aun, Maria Clara Prete de Morais e Neuza Bilia Sansanovics Vol. 3 Ed. Saraiva) para preparar suas aulas.
Afim de otimizar nosso tempo, e por não haver mais tempo hábil para as observações, a professora Célia reviu sua ideia anterior, e permitiu que observássemos juntas, as três (Ana Paula Reis, Diana Chagas e eu, Erica Rabelo), suas aulas. Nos dirigimos para a sala de aula.

Eixo observado: 6 B (equivalente ao ensino médio)
Todas as turmas estavam dispersas, a professora nos explicou que o motivo era a paralisação  que havia ocorrido no dia anterior,  e que a retomada é sempre complicada.

Encontramos com a professora de português que acabava de sair daquela sala, e esta solicitou que a professora de inglês retomasse o texto que ela estava trabalhando, por haver algumas palavras em inglês que os alunos não estavam compreendendo. Pode-se perceber aí, bem sucintamente, que há uma interação sempre que necessária das disciplinas.
Além de traduzir os termos, a professora explicou cada um, trazendo para a realidade da turma a importância de não só conhecer a tradução literal dos termos, mais também de saber para que eles servem (o texto falava sobre Termos Usados nas Telecomunicações).

Após atender a solicitação da professora de português, Célia Regina voltou para o seu conteúdo. 
- Adjetivo Possessivo
- Pronome Sujeito
Por já ter dado o apontamento nas aulas que precederam sua licença médica, ela reiterou o assuntou com uma atividade no quadro, e pode-se perceber que ela faz uso de ações do cotidiano procurando utilizar experiências vividas pelos alunos para exemplificar seu conteúdo e que a busca por assuntos contemporâneos faz parte de sua didática.

Para finalizar a aula, já adiantou que, levada pelo assunto tratado pela professora de português, em sua próxima aula trabalhará um texto de nome "Love on the Internet" e já foi questionando quem já se relacionou virtualmente, o que levou uma sessão de acusações entre os alunos que descontraiu o ambiente e encerrando aquela aula.

No terceiro horário, naquela mesma sala, o professor de história João Almeida nos cedeu parte de sua aula para a realização do questionário com os alunos. Segue abaixo as questões por nós levantadas, o resultado virá em breve.
 

Ainda neste mesmo dia, no quarto horário, acompanhamos a professora regente até a sala quase vazia  do EIXO 4 A (equivalente as 5º e 6º séries do ensino fundamental). Com apenas seis alunos na sala, o assunto trabalhado foi Family (uso do apóstrofo S) e o Possessivo. Posteriormente fomos informadas pela professora que aquela é a sala mais participativa, o que foi possível notar quando foram solicitados para irem ao quadro responder os exercícios, estes não exitaram.

A aula transcorreu de forma mais intimista, o que na visão de Célia, se dá pelo fato de ser aquela uma turma interessada e participativa, porém a mais indisciplinada.

Agora só nos falta a apuração dos resultados!
Érica Rabelo.